segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Novidades sobre a agricultura

Acesse e confira: www.moacirmicheletto.com.br. Na estréia, o gráfico mostra a redução de área plantada que se verificou nas últimas quatro safras de grãos, com uma redução de 6,1% enquanto a produção cresceu 25% no período.

Como o setor sofre forte impacto com a elevação dos custos de produção, os agricultores deverão buscar tecnologias menos onerosas, o que poderá refletir no tamanho da área a ser plantada na próxima safra como também no volume da produção, revela a análise da assessoria técnica. A conferir.

A seguir, em anexo, o gráfico e os comentários sobre a redução da área plantada.

Na estréia, o gráfico mostra a redução de área plantada que se verificou nas últimas quatro safras de grãos, com uma redução de 6,1% enquanto a produção cresceu 25% no período.

Como o setor sofre forte impacto com a elevação dos custos de produção, os agricultores deverão buscar tecnologias menos onerosas, o que poderá refletir no tamanho da área a ser plantada na próxima safra como também no volume da produção, revela a análise da assessoria técnica. A conferir.

A seguir, em anexo, o gráfico e os comentários sobre a redução da área plantada.


ÁREA PLANTADA DE GRÃOS NO BRASIL

O gráfico mostra que o total da área plantada com as lavouras de grãos no país sofreu redução nas últimas safras. No ciclo 2004/05, foram plantados 48,9 milhões de hectares e na última safra (2007/08) foram cultivados 47,1 milhões, com uma queda de 3,7%, ou seja, deixaram de ser plantados 1,8 milhão de hectares.

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A área das culturas de verão, que representa em torno de 83% do total plantado de grãos, sofreu redução 6,1% nas quatro últimas safras. Em contrapartida, como mostra o gráfico, houve expansão de 48% no cultivo do milho safrinha e do sorgo.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de grãos, nas quatro últimas safras, passou de 114,7 milhões de toneladas para 142,4 milhões nesta última safra. A produção aumentou 25%.

A estabilidade da área plantada e o crescimento da produção refletiram ganhos de produtividade, resultado do processo histórico da incorporação de tecnologias, ocorrida na agricultura brasileira.

Como o setor sofre agora forte impacto com a elevação dos preços dos insumos, o produtor terá que buscar novas tecnologias voltadas para a redução dos custos de produção para viabilizar sua atividade. O uso dessa tecnologia refletirá no tamanho da área a ser plantada nas próximas safras.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Central de Distribuição fortalecerá comércio de frutas dos pequenos agricultores


Segmento importante dentro do contexto da produção e comercialização das frutas produzidas e exportadas para todo o mundo, via Vale do São Francisco, os pequenos agricultores de Petrolina ganharão mais um incentivo para a comercialização dos seus produtos: será instalada no município a Central de Distribuição de Frutas das Áreas Irrigadas, que facilitará a compra e venda das frutas produzidas por 2,5 mil colonos dos Projetos Nilo Coelho, Maria Tereza e Bebedouro. A obra é um convênio de R$ 1,2 milhão firmado entre os governos federal, estadual e municipal.

A Central está sendo construída em uma área de aproximadamente 18 mil metros quadrados no Centro de Administração 3 (C-3), repassada pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). A estrutura consistirá em um galpão, 24 boxes e área administrativa. Na Central de Distribuição de Frutas poderão ser descarregados trezentos caminhões por dia.

O secretário de Obras e Habitação do município, Eduardo Araújo, explica que a Central vai funcionar como “um grande centro de compra e venda da produção dos núcleos irrigados”, fortalecendo os produtores dos projetos. “Toda a comercialização poderá ser feita na Central, sem a necessidade de trazer o produto para a cidade ou para outro centro de distribuição, a exemplo do de Juazeiro”, reforça.

COOPERATIVA - As obram de construção da Central começaram em junho, e devem ser concluídas até o fim do ano. A administração ficará a cargo dos produtores, que se organizarão em sistema de cooperativa. Estão previstos a capacitação e o acompanhamento de técnicos da prefeitura e do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) Petrolina.

Para o produtor Antônio da Silva, a obra resolverá diversos problemas hoje enfrentados pelos agricultores dos projetos, como prejuízos na qualidade das frutas e gastos com transporte. “Os caminhões trafegam dentro das Vilas, sem local certo para o carrego. Com a Central poderemos aumentar nossa produção, pois teremos o suporte necessário e a garantia que não perderemos a mercadoria no escoamento”, completa.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Cajá-umbu, uma fruta típica nordestina



Cinqüenta anos de vida útil. Porte majestoso que pode chegar até quinze metros de altura. Ampla cobertura, com frondosa sombra arredondada. E de onde tudo se aproveita. É a mais típica das frutas nordestinas, porque é natural e originária de zonas arenosas e litorâneas, enfim, o Caju é um nativo do nordeste brasileiro. O nome vem do tupi “acaiu” que significa fruto amarelo. Pelas características de que tudo nele se aproveita, como o suco, o bagaço, a casca, a árvore, as folhas e flores e, principalmente, a amêndoa, a cajucultura é hoje uma atividade agrícola de muita importância para o desempenho sócio-econômico da região.

O caju tem vários tipos e se diferencia pela cor podendo ser amarelo, vermelho, manteiga, banana, maçã e travoso. As propriedades nutricionais da fruta se destacam pela alta dose de vitamina C. Para se reproduzir podem ser usadas mudas, sementes, enxertia e estaquia. A planta exige solo com leve inclinação e de fácil drenagem, deve ter um ph entre 5,5 e 6,5. Para um bom desenvolvimento da árvore o produtor precisa fazer podas anuais com eliminação das partes da planta danificadas, secas ou com algum tipo de praga e fungo. No manejo da safra, os frutos devem ser colhidos entre 60 e 75 dias após a floração.

A plantação de caju, no Brasil, vem apresentando crescimento significativo, nos últimos anos. O setor se revelou forte em patrocinar renda para os agricultores e flexível na abertura de novas vagas de emprego. O nordeste é onde se produz mais caju, no país. O estado líder em produção é o Ceará com 108.000 toneladas por safra e uma área plantada de 365.000 hectares, segundo dados do IBGE para a Produção Agrícola Municipal, pesquisa realizada em 2003. Mas é no Piauí onde a lavoura tem conquistado a adesão dos agricultores e ampliado sua área de cultivo. Atualmente, o Piauí é o segundo colocado em produção, chegando a 27.000 toneladas, colhidas em 155.000 hectares de plantações. Os dados preliminares de pesquisas sobre a cultura, no entanto, podem prever um crescimento de mais de 100.000 hectares na área de plantio, principalmente no sudeste do Estado.

O desenvolvimento da cultura na região despertou o interesse dos órgãos de pesquisas científicas e estimulou novos projetos de estímulo à produtividade. O resultado é que as pesquisas e novas técnicas de cultivo e beneficiamento estão mudando o panorama no setor de produção de caju e castanha, em toda região. A Embrapa tem estimulado os pequenos produtores a desenvolverem atividades de associativismo e cooperativismo, proporcionando assim que eles possam ganhar os benefícios do seu próprio esforço e trabalho, o que caracteriza um outro diferencial importante: as mudanças das relações trabalhistas.

Para que essas mudanças pudessem ocorrer era preciso desenvolver mecanismos que permitissem aos pequenos produtores sair da dependência das grandes indústrias. Foi aí que surgiram as mini fábricas de beneficiamento de castanha de caju, desenvolvidas pela Embrapa Agroindústria Tropical, em Fortaleza, no Ceará. Hoje as mini-fábricas representam uma alternativa de emprego e renda para os trabalhadores que vivem da agricultura familiar. A adoção das mini fábricas aumentou a renda do pequeno produtor em R$ 654,00 por tonelada. Sem realizar o processamento da castanha, o produtor receberia uma renda líquida estimada de R$ 423,00 por tonelada, enquanto a sua inserção nas mini-fábricas renderia R$ 1.077,00 por tonelada. Um aumento de 155%.


Com essa mudança de conduta, o setor acabou criando uma nova geração de emprego e em conseqüência, um aumento da renda no campo. A tecnologia transferida aos produtores pela Embrapa Agroindústria Tropical promoveu cerca de 1.220 empregos diretos e 6.100 empregos indiretos na Região Nordeste. O modelo adotado pela nova tecnologia é o “agroindustrial múltiplo de processamento e comercialização de amêndoa de castanha de caju”. A idéia é associar as mini fábricas ligadas a uma Unidade Central, responsável pela compra, embalagem e comercialização das amêndoas de castanha de caju. O produto final acaba tendo uma padronização e custos reduzidos, aumentando, inclusive, a quantidade de amêndoas aproveitadas. A conseqüência imediata é a inclusão de pequenas e médias agroindústrias no mercado consumidor, em condições de competitividade com outros segmentos mais avançados. A implantação deste modelo já mudou a realidade de algumas comunidades no Nordeste, como é o caso de Barreira, no Estado do Ceará. Lá, são 18 mini fábricas de pequeno e médio porte, que empregam quase 500 pessoas.

Antes da introdução das mini fábricas, os pequenos produtores exerciam o papel de fornecedores de castanha “in natura” para as grandes indústrias. Agora, as pequenas comunidades beneficiam suas próprias castanhas e ainda adquirem matéria-prima de pomares vizinhos. O corte mecanizado das castanhas na indústria tradicional ocasiona um índice aproximado de 55% de amêndoas inteiras. Já os equipamentos da mini fábrica, aliados ao processamento manual, elevam este índice para 85%, agregando valor ao produto. Só para se ter uma idéia, as amêndoas inteiras valem o dobro das quebradas.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Nordeste é o maior produtor nacional de cebola


A cebola chegou ao nordeste brasileiro na década de 40. A área onde se adaptou para cultivo durante todo ano foi o Vale do São Francisco. Os produtores renovam os plantios anualmente, nos meses entre janeiro e março. Um trabalho de pesquisa dos estudiosos da Embrapa Semi-árido, em Petrolina, Pernambuco, Nivaldo Duarte Costa, Tony Jarbas Ferreira Cunha e Geraldo Milanez de Resende revela que em 2004, a cultura da cebola gerou cerca de 60.000 empregos diretos e indiretos, e movimentou na região cerca de 131,49 milhões de reais, segundo o IBGE.

A cebola se desenvolve melhor em solos de textura média e com teores adequados de matéria orgânica. Estes devem ser livres de impedimentos físicos (camadas compactadas, adensadas e encrostamentos) e serem de boa drenagem para que favoreçam o bom desenvolvimento das raízes e dos bulbos. Solos de textura muito argilosa, principalmente com argila de atividade alta como os Vertissolos dificultam a formação de bulbos, podendo deformá-los. Por outro lado, solos arenosos como os Neossolos Quatzarênicos, apresentam o inconveniente de ter baixa retenção de umidade, baixa disponibilidade de nutrientes e favorecerem a rápida mineralização da matéria orgânica. Solos de má drenagem, que são facilmente encharcáveis, devem ser evitados por dificultar o desenvolvimento fisiológico das plantas e favorecer a ocorrência de doenças. No entanto é possível o plantio nestes solos desde que seja realizada a implantação de sistemas de drenagem.

Solos de caráter salino e sálico também devem ser evitados pois a salinidade afeta o desenvolvimento das plantas, provocando decréscimos na produtividade de 25%, quando a condutividade elétrica for igual a 2,8 dS/m, e de 50%, quando igual a 4,3 dS/ m. O preparo do solo é dos requisitos fundamentais para uma produção. Para a sementeira o solo deve ser preparado a uma profundidade de aproximadamente 20 cm e estar bem destorroado. Os canteiros devem seguir as curvas de nível do terreno para evitar a ocorrência de erosão hídrica e deve ter uma superfície uniforme, com leve declividade para não ocasionar escoamento muito rápido das águas da chuva ou irrigação e também o acúmulo de água na superfície, que favoreça a presença de doenças. O local onde será feito a sementeira, o canteiro, deve ser de fácil acesso, plano, isento de plantas daninhas de difícil controle e próximo a fonte d`água. O solo deve apresentar boa estrutura, aeração, drenagem, para propiciar boa germinação das sementes e crescimento das plântulas.

A implantação da cultura da cebola é feita, pelos pequenos produtores, por meio do sistema de transplantio de mudas, mas com o desenvolvimento de semeadeiras de precisão, os grandes produtores estão fazendo a semeadura direta. As mudas são produzidas em sementeiras que devem ser instaladas, preferencialmente, em locais próximos à área de transplantio, ensolarados, com solos bem drenados, arejados e que não tenham sido cultivados com cebola recentemente. A qualidade das mudas é de fundamental importância, pois elas são um fator de grande importância para se conseguir alta produtividade e boa qualidade na produção de bulbos.

As adubações devem ser feitas com utilização de 50 g/m2 da mistura 6-24-12, incorporados ao solo antes da semeadura. Normalmente, é necessária uma complementação com uma adubação nitrogenada em cobertura, aos 15 -20 dias após a semeadura, empregando-se 10 g de sulfato de amônia/m2, ou 5 g de uréia/m2.

O transplantio consiste em retirar as mudas da sementeira e levá-las ao local definitivo, onde serão plantadas em solo úmido, manualmente, uma a uma, em espaçamento previamente definido. Na região Nordeste, sob condições normais de cultivo, as mudas alcançam o estágio ideal para transplante entre 30 e 40 dias após o semeio, quando as mesmas apresentam de 4 a 6 mm de diâmetro do pseudocaule e altura média de 18 a 20 cm. As mudas, uma vez arrancadas, devem ser levadas o mais rápido possível para o local definitivo, não sendo necessário fazer nenhum tipo de poda. Deve-se eliminar as mudas fininhas, atrofiadas ou as que apresentarem algum sintoma de doenças.

No local definitivo, as mudas devem ser enterradas até a profundidade em que se encontravam na sementeira. A variação do número de plantas por unidade de área afeta a produtividade e a qualidade dos bulbos. No Nordeste, são recomendados espaçamentos de 10 x 10 cm e de 15 x 10 cm, por apresentarem as melhores produtividade com bulbos de tamanho médio, comercialmente mais aceitos pelo consumidor. Se a produção visa o mercado externo, o espaçamento deve ser de 15 x 20 cm, pois o mercado externo exige bulbos do tipo Colossal (> 9,5 cm de diâmetro) e Jumbo de (7,5 a 9,5 cm de diâmetro).

A época de plantio deve ser definida em função da compatibilização das exigências fisiológicas da cultivar a ser plantada com as condições ambientais locais e do mercado consumidor. Na região Sul (Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná), efetua-se a semeadura no período compreendido entre abril e junho, e a colheita de novembro a janeiro. Na região Sudeste (São Paulo e Minas Gerais), faz-se a semeadura no período de fevereiro a maio, e a colheita de julho a novembro. Na região Centro-Oeste (Goiás), a semeadura é feita de fevereiro a março e a colheita de julho a setembro. No Nordeste, o cultivo da cebola é realizado durante o ano todo, com concentração de plantio nos meses de janeiro a março e colheitas de maio a julho, para atender à demanda dos mercados consumidores das regiões Nordeste, Sul e Sudeste.

Fonte: Embrapa

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Vale do São Francisco - Agricultura de Sequeiro

Agricultura de Sequeiro

A Bacia tem 64 milhões de hectares, dos quais 40% são aproveitáveis em agricultura, portanto, 25,6 milhões de hectares.

A agricultura de sequeiro é praticada em todo o Vale, principalmente no Alto e Médio São Francisco, onde as chuvas são mais abundantes e regulares. O Submédio São Francisco é o que tem maiores limitações para esse tipo de atividade por estar toda a região incluída no sem-árido.

A parte inferior do Médio São Francisco já penetra no semi-árido, passando por problemas idênticos aos do Submédio.

Apesar disso, a região da Bacia do São Francisco detém algumas marcas:

Feijão

O Vale do São Francisco é o maior produtor de feijão (faseolus ou mulatinho) do Nordeste, graças à região de Irecê, na Bahia, cuja produção ultrapassa as necessidades do Nordeste e ainda exporta para o sul do país.

Em alguns anos há frustração, pois ali o feijão é cultivado em sequeiro, isto é, com chuvas, as quais sendo irregulares, provocam perdas em alguns anos.

A região denominada Platô de Irecê tem ótimos solos e engloba mais de 10 municípios, entre os quais o próprio Irecê, Presidente Dutra, Central, Uibaí, Lapão, Canal João Dourado, América Dourada, Ibititá, São Gabriel e outros, cobrindo uma área de 120.000 hectares, localizados entre os afluentes rio Verde e Jacaré.

Feijão (Vigna) - O Vale do afluente do Paramirim é grande produtor de feijão macassar, ou de corda. Sobressaem-se os municípios de Macaúbas, Ibipitanga, Rio do Pires e outros.

Algodão

É ainda o Vale do São Francisco o primeiro produtor de algodão, o qual é cultivado desde o Norte de minas, nos vales do Gorutuba, Verde Grande, Verde Pequeno, incluindo os municípios de Porteirinha, Mato Verde, Espinosa, Janaúba, Capitão Eneas e outros, e se espalha aí pela Bahia nos municípios de Sebastião Laranjeiras, Urandi, Palmas de Monte Alto, Guanambi, Riacho de Santana, Pindaí, Candiba, Malhada, Iuiu e outros.

Há nessa região grandes cotonicultores (plantadores de algodão) que chegam a plantar individualmente 4.000

hectares de algodão, utilizando para isto tecnologia moderna, como aviação agrícola.

A lavoura de algodão é grande demandante de mão-de-obra, gerando muitos empregos apesar da sazonalidade. Também gera crescimento industrial, para beneficiamento da fibra e extração de óleo.

Soja

O São Francisco é também o maior produtor de soja do Nordeste. Somente o oeste da Bahia, nos vales dos rios Grande e Corrente, é hoje responsável por 2,5% da produção nacional de grãos.

As duas regiões mais importantes na produção de soja no São Francisco são o oeste da Bahia e o oeste de Minas Gerais, onde em ambas predominam os solos de cerrado. Em Minas Gerais, nos cerrados dos Vales do Paracatu, Urucuia e Carinhanha, grandes áreas são plantadas com essa leguminosa, e na Bahia mais de 1 milhão de hectares são plantados anualmente.

Dado o alto grau de mecanização exigido, a soja é plantada em grandes áreas contínuas. Daí porque hoje os cerrados são detentores de grandes propriedades. A lavoura da soja na Bahia foi introduzida por famílias do Sul (Paraná e Rio Grande do Sul) que migraram em busca de terra. Cerca de 6.000 famílias ali se localizaram, adquirindo terras baratas, pois aquelas campinas de cerrado não tinham nenhum valor. Um grande aparato as acompanhou. Escritórios de planejamento e assistência técnica, empresas de revenda de máquinas, redes de restaurantes, oficinas, etc. Se nas suas cidades de origem a propriedade média dessas famílias era de 60 hectares, na Bahia, no São Francisco, o tamanho médio passou a 500 hectares.

A cidade de Barreiras saltou em 10 anos de 25 mil habitantes para 80 mil. O cerrado foi cortado por estradas e na sua planura ressaltam ao longe os reflexos do sol nos telhados de zinco dos grandes silos graneleiros instalados nas fazendas. 0 pequeno povoado de Mimoso do Oeste tornou-se a maior vila do Estado, onde todos os serviços, ou a maioria deles, eram administrados por uma cooperativa, desde a energia até a escola. De tão próspera a vila tornou-se cidade, recebendo o nome de Luís Eduardo Magalhães, filho falecido do grande político baiano Antônio Carlos Magalhães.

Milho

A lavoura de milho no São Francisco cresceu bastante com o advento da soja e conseqüente expansão da fronteira agrícola, o que praticamente triplicou a safra de volume.

É também praticada em sequeiro e em consequência do seu aumento outras atividades são atraídas para as regiões produtoras. Onde há abundância de milho e água, há sempre boas condições para a avicultura e suinocultura. Essas duas atividades já se iniciam por grandes empresas que se instalam no oeste da Bahia e de Minas Gerais, nos vales dos afluentes Rio Grande e Paracatu, respectivamente.

Arroz

O arroz antecede a soja, na abertura do plantio. Nos solos de cerrado não ocorre boa safra de soja, no primeiro ano, por conta da grande acidez do solo. Logo após o desmatamento é necessário aplicar calcáreo em cerca de 4.000 kg/ha, para corrigir a acidez. São grandes áreas de l.000 hectares em média que são plantadas com arroz como cultura desbravante, para evitar que a área fique descoberta, recebendo chuvas torrenciais, e sofra erosão. São 300 a 400 mil hectares, que produzem de 300 a 1.200 toneladas de arroz anualmente. Isso fez com que grandes equipamentos de beneficiamento fossem espalhados por toda a região.

Cultura de Subsistência

É do conhecimento de todos que o grande abastecedor interno é o pequeno produtor que vende o excedente do consumo, sendo no Vale do São Francisco muito importante essa lavoura, notadamente o feijão vigna ou feijão de corda, o mulatinho, o milho, o arroz, a batata doce e outras cultivadas de vazante e com chuvas locais.

Mandioca

A mandioca para produção de farinha é presente em todo pequeno estabelecimento agrícola do Nordeste, especialmente do Vale do São Francisco nas ilhas e terrenos de vazante. É a principal atividade dos pequenos produtores. Diz-se que a farinha do Vale tem uma variação muito grande de qualidade, de ano para ano, porque o aproveitamento da mandioca depende muito da enchente. Por ser plantada nas vazantes principalmente das ilhas em anos de enchentes grandes, os agricultores são obrigados a arrancar toda a mandioca de uma vez, ficando muita quantidade amontoada para ser beneficiada, o que tira a qualidade do produto. É a alimentação básica do ribeirinho e do caatingueiro.

Vale do São Francisco - Irrigação Privada

Irrigação Privada

É sem dúvida a irrigação privada que vem impulsionando o desenvolvimento do São Francisco. Notaliza-se principalmente pela produção de vinhos finos na área de Casa Nova, Juazeiro, Petrolina e Santa Maria da Boa Vista. O vinho da marca Baticcelli produzido pela Fazenda Milano, no município de Santa Maria da Boa Vísta-PE, está classificado entre os melhores do Brasil. Também é a irrigação praticada com alta tecnologia pela empresa privada, a responsável pela exportação de mangas finas, uvas brancas, aspargos e outras hortaliças que, no ano passado somaram 50 milhões de dólares. É bastante significativa a grande irrigação privada. Inúmeras são as grandes empresas com 1.000 a 2.000 hectares irrigados, principalmente com pivôs centrais nos vales do Paracatu, em Minas Gerais, no vale do rio Grande, na Bahia e também no rio Corrente no mesmo Estado. No rio Corrente sómente a empresa Artesc dispõe de 1.800 hectares com 22 pivôs centrais e são inúmeras nesse porte. Há empresas no vale do rio Grande-BA que dispõem de sua própria hidroelétrica e suas indústrias, nas próprias fazendas de esmagamento de tomate e de amido de mandioca.

Vale do São Francisco

Solos para Irrigação

Segundo levantamento feito pelo Governo, a Bacia do São Francisco dispõe de 3.000.000 (três milhões) de hectares de solos possíveis de serem irrigados. Esse número, muito importante, é uma cifra muito grande quando se trata de irrigação. O Brasil é um país que, embora rico em água, ainda irriga pouco. Não se sabe exatamente, porém, a grosso modo, o São Francisco dispõe de 300.000 (trezentos mil) hectares irrigados, o que significa apenas 10% do potencial de solos para irrigação. Isto é, das terras onde é possível colocar água, apenas a décima parte está aproveitada, assim mesmo feitas pelo governo são apenas 74.000 (setenta e quatro mil) hectares, ou seja, em torno de 2,5% do total ou 2,5% do que já está irrigado é iniciativa do governo. A grande força é do empresariado, dos médios e pequenos irrigantes.

Apesar do São Francisco, a Bacia tem em torno de 63% no polígono das secas, onde a população sofre por falta de produção e de água.

sábado, 17 de maio de 2008

O poder da cura : Limão


O FLORAL DO LIMÃO


Outro tratamento alternativo no qual aparece o nosso famoso limão, sendo que os efeitos curativos são proporcionados agora pelas propriedades sutis que contêm as flores do limoeiro.

Os "remédios florais" são infusões naturais ou essências florais extraídas de flores imersas em água pura sob a irradiação da energia solar. O interessante é que a flor é a parte mais sutil de uma planta, e a proposta desta terapia alternativa e integrativa é que a essência floral trate exatamente a parte mais sutil do Ser humano, que é a sua Alma.

Os florais não atuam por obra de um princípio ativo - como nos remédios alopáticos - e sim por intermédio da energia vital específica de cada flor e a planta que a gerou. O remédio floral atua sobre os estados emocionais, fazendo com que o indivíduo desbloqueie alguns padrões de comportamento cristalizados (conscientes ou não), facilitando que passe a agir em ressonância com uma vibração mais positiva e construtiva.

Os primeiros florais foram os criados pelo Dr. Bach, entre 1926 a 1934, que esperava que cada Ser humano pudesse finalmente descobrir dentro de si a verdadeira origem dos males que o afligiam, indo buscar antes a causa e não o efeito, procurando nas emoções e na mente - na Alma - as desarmonias que o bloqueiam em sua evolução.

A Terapia Floral é suave e não invasiva, e afirma que não existem doenças e sim doentes, e a remoção consciente das emoções desarmoniosas, dos preconceitos e dos traumas é o verdadeiro método de cura. A doença é evitável quando a Alma encontra-se desempenhando sua missão.

Segundo o Dr. Bach, as doenças básicas do Ser humano são o orgulho, ódio, crueldade, egoísmo, ignorância, instabilidade e ambição. A persistência nestes desvios, após ciência de sua natureza nociva, ocasiona no corpo o que se convencionou chamar de doença.

É fundamental procurar tratar primeiramente os sintomas mais graves e, no decorrer do tratamento, os aspectos secundários serão também harmonizados. Isso é normal, visto que a maioria das desarmonias se encontram no inconsciente, e é justamente aí que as essências florais irão atuar.

Onde se aplica o Floral do Limão?

Veja o que fala a autora Neide Margonari, famosa por seus cursos e atendimentos com florais: "Indicado para a personalidade amarga, de índole destrutiva, o Floral do Limão trabalha o despertar da consciência com relação ao sofrimento que provocamos em nós e nos outros com essas atitudes negativas".

Útil também para a personalidade que carrega a tristeza, a mágoa e o sentimento da amargura.

O valor terapêutico do Floral do Limão é enorme, por ser um poderoso depurativo do sangue, com ação rápida na cura dos problemas gerados pela baixa resistência imunológica, realizando um tratamento preventivo em pessoas propensas a quadros infecciosos.

Sem dúvida, ele interfere e trata desequilíbrios emocionais já cristalizados no corpo físico, ajudando na dissolução de cristais de ácido úrico, como também na de cálculos biliares ou vesicais.

Como ele trabalha o positivismo e bom astral, apresenta bons resultados em processos de convalescença.

O Floral do Limão atua beneficamente em mais de cento e cinqüenta doenças. Para se ter uma idéia, basta observar a relação que algumas enfermidades têm com desequilíbrios emocionais, que são: problemas de pele, hemorragias, acidez em geral, distúrbios nervosos e digestivos, mau hálito, gengivite, insônia, esterilidade, anemia, bócio, caspa, amenorréia, amidalite, angina do peito, distúrbios cardiovasculares e de pele, artritismo e gota, cãibras, congestão geral, diabetes, etc.

A diferença neste tipo de tratamento é que ele acontece de forma muito sutil, através do uso do Floral do Limão Cravo que componho com o Floral da Laranja Pêra, que irá trabalhar aspectos da criança interna.

Além disso, considero prudente, integrar a terapia Floral com outras técnicas terapêuticas, pois a desintoxicação do corpo físico e dos bloqueios emocionais e mentais é acelerada pelo uso do Floral do Limão, principalmente se associado com a Aromaterapia e a Cromoterapia.

Caso você conheça um bom profissional desta área, apresente algum destes distúrbios, e recomendo que solicite um Floral que contenha em sua fórmula o Floral do Limão.

Lembre-se: mesmo que a doença pareça cruel, ela no fundo existe para fornecer uma informação importante sobre quais pontos da nossa personalidade devem ser verificados e harmonizados. A doença é um mestre.


A Cura através das frutas


AMORA-PRETA: UMA FRUTA ANTIOXIDANTE


A amoreira-preta (Rubus sp.), apesar de ser nativa da Ásia, Europa, América do Norte e América do Sul, cresce apenas em regiões determinadas de acordo com o clima ideal para o seu desenvolvimento. A amoreira-preta é uma espécie arbustiva de porte ereto ou rasteiro, geralmente dotada de espinhos e a coloração das flores varia do branco ao rosa. Produz um fruto agregado, a amora-preta, composto por frutículas e sua coloração pode variar do branco ao negro, e a sua casca é brilhante, lisa e frágil, quando madura. A amora-preta pode facilmente ser confundida com a framboesa, mas esta tem o centro oco, enquanto a primeira tem um coração esbranquiçado.

A amora-preta in natura é altamente nutritiva. Da sua composição fazem parte a água (85%), as proteínas, as fibras, os lipídeos e também os carboidratos. Também possui cálcio, fósforo, potássio, magnésio, ferro, selênio e várias vitaminas, no entanto, é uma fruta de baixo valor calórico, apenas 52 calorias em 100 gramas de fruta. Vários tipos de açúcares e ácidos fazem parte da composição desta fruta, sendo que o balanço entre acidez e sólidos solúveis é que dá o seu delicioso sabor característico.

Ainda na amora-preta, são encontradas outras substâncias como os fitoquímicos, ou compostos secundários. Estas substâncias são produzidas naturalmente pelas plantas para se protegerem do ataque de pragas e doenças, e também ajudam a planta a resistir a condições adversas do ambiente. Muitos destes fitoquímicos atuam na prevenção e no combate de doenças crônicas como o câncer e as doenças cardiovasculares. Exemplos de fitoquímicos encontrados em amora-preta são as antocianinas, que dão a coloração vermelha e roxa das frutas, os carotenóides que são responsáveis pela coloração laranjada, e ainda, existem vários outros fitoquímicos que não apresentam cor como os ácidos fenólicos, por exemplo, mas são de grande importância para a saúde. A concentração destes fitoquímicos em amora-preta pode variar de acordo com a cultivar, o ambiente, o ponto de maturação, o armazenamento e o processamento.

Os estudos realizados ao redor do mundo vêm demostrando que o consumo de frutas e hortaliças está relacionado à prevenção das doenças crônicas, provavelmente, devido ao aumento no consumo de compostos antioxidantes. A amora-preta apresenta uma alta atividade antioxidante, se comparada ao mirtilo, que é uma fruta bastante estudada e muito utilizada como padrão de comparação. O nosso corpo é exposto diariamente a diversos fatores que podem levar a mutações celulares, através de fatores internos, como radicais livres que se formam durante a nossa respiração, ou externos, como poluição, raios solares, tabaco, álcool, etc. Os compostos antioxidantes encontrados em algumas frutas e hortaliças conseguem ajudar as células do organismo a se protegerem das mutações, que é o primeiro passo para a formação de um algum tipo de câncer.

Existem estudos que mostram o poder do extrato de amora-preta na prevenção e combate do câncer de útero, cólon, boca, mama, próstata e pulmão. O extrato de amora-preta previne ainda a formação da metástase, ou seja, evita que o câncer se espalhe e se instale em outros órgãos. Também foi observado um efeito antiinflamatório do extrato de amora-preta, o que não deixa de ser interessante, já que se acredita que o câncer está relacionado a um processo de inflamação crônica.

Mas quantas amoras-pretas devemos consumir ao dia? Quanto nosso corpo consegue absorver e utilizar? Estas são questões ainda difíceis de responder. O que se sabe é que, após consumir a amora-preta, os fitoquímicos são absorvidos, metabolizados e distribuídos em diferentes tecidos/órgãos do corpo, sendo que já foram encontrados nos tecidos do estômago, jejuno, fígado, rins, plasma e até no cérebro.

E como ficam os fitoquímicos quando as amoras-pretas são processadas? O processamento das frutas da amoreira-preta é uma forma de agregar valor ao produto, melhorando a renda dos fruticultores, sendo a sua transformação em geléias, sucos, iogurtes, sorvetes as formas mais comuns de consumir esta fruta. Após o processamento, há dúvidas quanto à manutenção dos fitoquímicos encontrados na fruta in natura. Sabe-se que ocorre uma perda de antocianinas no processo de fabricação da geléia de amora-preta em relação aos valores encontrados na polpa, e esta perda continua durante o armazenamento dos vidros de geléias através do tempo, mas, mesmo assim, a geléia da amora-preta ainda é considerada uma boa fonte de fitoquímicos antioxidantes.

A Embrapa Clima Temperado tem grande interesse no desenvolvimento da cultura da amoreira-preta na Região Sul e no Brasil. Neste contexto, é mantido na Unidade um programa de melhoramento de pequenas frutas, onde a amora-preta está inserida. Além da seleção de novas cultivares, desenvolvem-se ações relacionadas à produção de mudas, manejo da planta, armazenamento, processamento e caracterização funcional da fruta. O que se espera é caracterizar as cultivares que estão sendo comercializadas e também auxiliar no processo de seleção de novas cultivares, visando frutas de alta qualidade e alto valor nutricional e funcional. A amora-preta já é considerada uma fruta funcional, ou seja, além das características nutricionais básicas, quando consumida como parte usual da dieta, produz efeito fisiológico/metabólico ou efeito benéfico a saúde humana, devendo ser segura para consumo sem supervisão médica. O consumo de frutas e hortaliças, como a amora-preta, em conjunto com um estilo de vida saudável, incluindo dieta equilibrada e exercícios físicos, pode prevenir alguns tipos de doenças.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Colheitadeira







A colheitadeira é, certamente, uma das principais peças da mecanização do campo, sendo responsável pela qualidade, rapidez, produtividade e lucratividade da colheita. É fundamental para as grandes lavouras de grãos e para a indústria agrícola em geral.

O agricultor, ao se decidir pela aquisição de uma determinada colheitadeira convencional, deve ficar atento às características da máquina, para que um erro de decisão não venha a comprometer a qualidade ou o custo da colheita.

As melhores colheitadeiras dispõe de controle automático da altura da plataforma de corte, que acompanham as irregularidades do terreno. Outra característica desejável em uma boa máquina diz respeito à facilidade de troca da plataforma para que se possa começar a colheita de um outro tipo de grão, imediatamente após o fim da colheita de um primeiro. Isso quer dizer que, ao terminar a colheita do milho, por exemplo, possamos trocar, rapidamente, a plataforma de corte para que possamos iniciar a colheita do trigo.

Um fator muito relevante e que deve ser levado em consideração na hora de se adquirir uma colheitadeira é a cabine. Em relação a ela, é necessário que tenha uma boa visibilidade e que esta seja climatizada (ar condicionado ou aquecimento), para que as longas jornadas nas colheitas sejam possíveis, sem que haja muitas paradas ou troca de motorista. A qualidade da iluminação externa é muito importante, para que se possa continuar trabalhando noite a dentro e com uma boa visibilidade.

Outro fator de importância ligado à cabine é o painel de controle. Este deve ser o mais completo possível, permitindo o monitoramento das principais funções do sistema da máquina evitando-se, assim, surpresas durante a operação, principalmente no uso contínuo e ininterrupto por muitas horas e muitos dias.

A potência do motor é um dos principais fatores para que se possa avaliar a qualidade da colheitadeira pois um motor mais potente pode fazer com que ela opere em terrenos mas inclinados, com mais facilidade, além de gerar força suficiente para todos os sistemas da máquina, sem que o próprio motor fique sobrecarregado. Apesar disso, deve ser feita uma avaliação muito precisa do nível de consumo de combustível, para que não haja uma sub-avaliação dos gastos.

Por último, podemos mencionar mais dois outros itens que devem ser verificados na colheitadeira, antes de sua aquisição: o nível de ruído na cabine e, mais importante, a facilidade de manobra, visando uma manobra mais fácil no final das linhas da lavoura.

TAMARINDO

Tamarindo
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Fruto originário da Índia, como o diz o nome: tâmara da Índia. É uma vagem, classificada como legume, que tem casca cor de terra, dura e quabradiça. Sua polpa avermelhada, fibrosa, de gosto agridoce, com alto teor de ácido tartárico (um estimulante das glândulas salivares). É rico em sais minerais, como cálcio, fósforo, ferro e cloro. Possui propriedades laxativas, porque estimula o funcionamento dos intestinos. Com o tamarindo preparam-se doces, conservas, bebidas, sucos e sorvetes. Para usar a polpa é preciso abrir a vagem, retirar as fibras do interior e deixar de molho em água. Depois, levar ao fogo para cozinhar durante 30 minutos e passar por uma peneira. As folhas e as flores também são comestíveis.

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CAJÚ

Cajú
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O cajú, fruto do cajueiro, tem duas partes: o fruto propriamente dito, que é a castanha, e o pseudofruto, chamado cientificamente pedúnculo floral, que é a parte comumente vendida como a fruta. São conhecidas cerca de vinte variedades de cajú, classificadas segundo a consistência da polpa, o formato, o paladar e a cor da fruta (amarela, vermelha ou roxo-amarelada, dependendo da variedade). Quando ainda verde, o cajú é chamado de maturi e é muito usado na cozinha do Nordeste no preparo de picadinhos e refogados. É muito rico em vitamina C e contém ainda, em quantidades menores, vitaminas A e do complexo B.


Além de ser consumido ao natural, o cajú pode ser preparado em forma de suco simples (cajuada) ou de sorvetes, doces em calda ou pasta, licores, vinhos, xaropes e vinagres. Combinado com cachaça ou gim, vira o conhecido "cajú-amigo",servido como aperitivo. Depois de extraído o suco, sobra o bagaço do cajú, muito rico em celulose, que pode ser usado na cozinha como nas famosas "frigideiras" nordestinas - uma variação de fritada.

O cajú bom para o consumo deve estar bem fresco. A casca deve ter cor firme (segundo a variedade), sem manchas ou machucados. Como é uma fruta muito fácil de estragar, deve ser consumido no mesmo dia da compra. Se estiver bem firme, pode ficar guardado na geladeira por dois dias, no máximo.

b08-rosa1.gif (735 bytes) DICAS CULINÁRIAS:

b06-blanco.gif (938 bytes) para que o doce de cajú fique bem clarinho, use panela de ágata.
b06-blanco.gif (938 bytes) para extrair todo o suco do cajú, depois de ter espremido a fruta, passe o bagaço por uma peneira.

b08-rosa1.gif (735 bytes) CURIOSIDADES:

b06-blanco.gif (938 bytes) em Pirangí, no Rio Grande do Norte, está o maior cajueiro do mundo. Ele ocupa uma área de 7.300 m² e tem cerca de 90 anos.
b06-blanco.gif (938 bytes) no Estado do Ceará, chamam-se "chuvas de maturi" as chuvas que caem na época da florescência do cajú (agosto e setembro).

GRAVIOLA

Graviola
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A graviola é uma árvore de pequeno porte (atinge de 4 a 6 metros de altura), originária das Antilhas e encontrada em quase todos os países tropicais, com folhas verdes brilhantes e flores amareladas, grandes e isoladas, que nascem no tronco e nos ramos. Os frutos tem forma ovalada, casca verde-pálida, são grandes, chegando a pesar entre 750 gramas a 8 quilos e dando o ano todo. Contém muitas sementes, pretas, envolvidas por uma polpa branca, de sabor agridoce, muito delicado e semelhante a fruta-do-conde. Dá um suco delicioso e presta-se muito bem ao preparo de sorvetes e compotas.


Quando bem maduros, têm sabor agradável, podendo ser consumidos em pedaços puros ou polvilhados com açúcar ou calda. Quando verdes, podem ser cozidos e consumidos como legume. São muito utilizados na culinária. Com a polpa se fazem ótimos purês e chutneys agridoces - para acompanhar carne assada ou filé de peixe grelhado. Fazem-se também geléias e refrescos. Seu sabor se acentua quando recebe adição de suco cítricos, resultando em deliciosos coquetéis.

No Brasil, produz bem em quase todo o território, mas sobretudo na Amazônia, no Nordeste e no cerrado, sendo conhecida por vários nomes: anona-de-espinho, jaca-do-pará, araticum-manso, araticum-grande e coração-de-rainha.

É boa fonte de vitaminas do complexo B, importantes para o metabolismo de proteínas, carboidratos e gorduras, incrementando o cardápio com vitaminas e minerais, bom para a saúde. É ruim para pessoas com caxumba, aftas ou ferimentos na boca, que devem evitar consumí-la in natura, pois sua acidez é irritativa e pode provocar dor.

Pode ser comprada em feiras e supermercados. Se não for para consumo imediato, escolha frutas bojudas de coloração verde-clara opaca, com saliências bem afastadas umas das outras, porém firmes. Se quiser maduras, escolha as que estiverem macias e com as pontas dos espinhos pretas. Para amadurecer em casa, deixe-as em cesto arejado em local protegido da luz até que fiquem macias. Para confirmar se estão maduras pela maciez, pressione a casca levemente, pois se estiverem maduras não resistem e se rompem. Evite as que estiverem com a casca preta, rachadas,moles demais e com sinal de mofo.

PINHA

Pinha
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A pinha, também conhecida como fruta-do-conde, ata, condessa e cabeça-de-negro, é o fruto da Annona squamosa, árvore da família das anonáceas, a mesma dos araticuns. É uma árvore pequena originária das Antilhas, com muitos galhos, que atinge 5 metros de altura. Seu fruto tem de 7 a 10 centímetros de diâmetro. É redondo e muitas vezes coberto de saliências arredondadas. À medida que amadurece, as saliências passam do verde-claro ao verde-pardo-acinzentado. Boa fonte de vitaminas C e do complexo B, importantes no metabolismo das proteínas, carboidratos

e gorduras, é aconselhável para incrementar o cardápio com vitaminas e sais minerais., sendo ruim para pessoas que fazem regime de emagrecimento, por ser rica em açúcare, consequentemente, muitomais calórica do que a maioria das frutas.

A polpa é formada por gomos com sementes compridas, pretas e lustrosas recobertas por umamassa branca ou creme, doce e quase sem acidez. É macia, granulada, perfumada e saborosa. A pinha é uma fruta

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que contém muito açúcar, portanto não é recomendada a quem faz regime de emagrecimento. Pode ser consumida ao natural ou em forma de sucos, doces ou sorvetes. Para separar a polpa das inúmeras sementes, usa-se o liquidificador, ligando e desligando várias vezes o aparelho para não triturar as sementes.

A planta chegou ao Brasil em 1626, trazida pelo conde de Miranda, que a introduziu na Bahia. Por isso, em grande parte do país é conhecida como fruta-do-conde. A pinha se dá bem em clima quente, com pouca chuva e estação seca bem definida. Começa a produzir aos 3 anos. É cultivada do extremo Norte às regiões altas do estado de São Pualo, mas produz nas regiões semi-úmidas, sub-úmidas e semi-áridas do Nordeste. Existe uma variedade sem semente, ainda pouco difundida, chamada de ata-ceará ou pitaguari.

Com a polpa da pinha se fazem deliciosos purês que podem ser servidos com carne assada ou filé de peixe grelhado. Fazem-se também cremes doces, que acompanham bolos, tortas e sorvetes. Combinada com cremes, pode-se fazer perfumadas mousses e sorvetes. O purê é utilizado ainda como recheio para tortas e sufles.

A pinha pode ser comprada em feiras livres ou em supermercados. Escolha frutas bojudas de coloração verde-clara, quando não são para consumo imediato. Para amadurecer em casa, basta deixá-las em cesto arejado em local protegido da luz até que fiquem macias. Para apressar o amadurecimento, embrulhe as frutas em jornal. Pinhas maduras têm coloração verde-acinzentada e são macias. Para confirmar se estão maduras através da maciez,pressione a casca levemente, pois não resistem à forte pressão e se rompem. Evite se estiverem pretas, rachadas, muito moles e com sinais de mofo.

A deliciosa polpa da pinha é mais consumida in natura. Nesse caso, fica mais saborosa se estiver ligeiramente gelada. Basta lavar bem, partí-la com as mãos e comer com uma colherinha, desprezando as sementes. Para usá-la na culinária, os pequenos gomos devem ser passados por uma peneira para separar as sementes da polpa. O purê obtido desse modo pode ser utilizado em molhos, mousses, suflês. Para facilitar a separação da semente e da polpa,passe os gomos pelo liquidificador, ligando-o e desligando-o repetdias vezes, sem deixar que as sementes fiquem quebradas.

MELÃO

Melão
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O melão, originário da Ásia, é a fruta do meloeiro, planta rasteira e herbácea, da família da abóbora e da melancia. Tem formato variável (redondo, oval ou alongado), entre 20 e 25 cm de diâmetro, casca lisa, enrugada ou apresentando nervuras em forma de rede, e cor da casca variando do verde ao amarelo. Sua polpa também varia segundo o tipo, havendo melões amarelados, esverdeados e esbranquiçados.

Em geral, o melão é uma fruta bem aromática, de gosto definido, mas também é possível encontrar melões insípidos, sem gosto particular, oumesmo amargos. A planta do melão é rasteira, tem folhas grandes, com cinco pontas salientes e suas flôres são brancas, algumas vezes amareladas ou alaranjadas, pequenas e frágeis. Geralmente é servido ao natural.

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O melão tem propriedades refrescantes e hidratantes pois a fruta compõe-se de 90% de água, por isso mesmo, é ideal para as épocas de muito calor. Contém vitaminas A, C e E, além de alguns sais minerais como cálcio, fósforo e ferro. É uma fruta ótima para regimes de emagrecimento.

A compra do melão requer alguns cuidados para se ter certeza que a fruta está em boas condições de consumo. Um melão maduro apresenta as seguintes características: quando comprimido nas extremidades, ceder levemente; suas sementes devem estar soltas (sacuda a fruta e veja se faz ruído); a casca precisa estar bem firme, ter cor forte e não apresentar rachaduras, partes moles ou perfurações de insetos; o perfume da fruta deve estar suave e agradável.

O melão deve ser conservado emlugar fresco e arejado. Assim, ele se mantém em bom estado por uma semana. Se a fruta já estiver madura, convém guardá-la na geladeira. Caso ela esteja aberta, cubra com plástico ou papel de alumínio para que não absorva os odores de outros alimentos. Para apressar o amadurecimento do melão, envolva a fruta em uma folha de hornal por 1 ou 2 dias.

Na cozinha, o mais comum é servir o melão ao natural como entrada ou como sobremesa. Como entrada, ele é preparado com sal ou com gengibre em pó. Um prato conhecido e considerado de paladar sofisticado é o melão com fatias de presunto cru. Como sobremesa, pode ser adoçado com açúcar ou com mel.

b08-rosa1.gif (735 bytes) DICAS CULINÁRIAS:

b06-blanco.gif (938 bytes) aproveite as sementes do melão. Lave-as em água corrente e coloque num tabuleiro para secar. Leve ao fogo numa frigideira para que tostem ligeiramente. Depois, polvilhe com sal. Ficam ótimas para acompanhar caipirinha ou uma cerveja bem gelada.
b06-blanco.gif (938 bytes)se o melão estiver muito aguado ou pouco doce, polvilhe com sal. Ele melhora muito.
b06-blanco.gif (938 bytes) o melão fica delicioso quando é regado com um poouco de suco de limão.

b08-rosa1.gif (735 bytes) CURIOSIDADES:

b06-blanco.gif (938 bytes) nos Estados Unidos foi cultivado o maior melão do mundo. Ele pesava 90,7 kg.

MARACUJÁ

Maracujá
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Passiflora edulis - espécie mais comum

O maracujá, fruto do maracujazeiro, é uma planta trepadeira da família das Passifloráceas, originária da América Tropical e muito conhecida em todo o Brasil, tanto pela fruta como pela flor, também chamada de flor-da-paixão. Suas folhas e suas raízes, como a de quase todas as plantas da família, contêm uma substância semelhante à morfina, a passiflorina, empregada como calmante. A casca da fruta é grossa e pode ser amarela ou vermelha. A polpa, parte comestível do maracujá, é formada por sementes pretas cobertas de uma substância amarela e translúcida, ligeiramente ácida e de aroma acentuado, sendo consumida ao natural ou em sucos, sorvetes e doces. O suco do maracujá pode ser consumido como refresco ou ser empregado no preparo de pudins, sorvetes, geléias, compotas, licores, e, claro, na famosa e tradicional batida de maracujá.


O maracujá, famoso por seu ativo calmante, é rico em vitaminas do complexo B e sais minerais, como cálcio, ferro e fósforo. Quando ingerido, dá ao organismo betacaroteno, que é transformado em vitaminas A, C, B2 e B3. Além disso, também contém uma substância chamada passiflorina ou maracujina, que tem propriedades sedativas, mas não é prejudicial a saúde pois não causa dependência.

O melhor maracujá para o consumo é aquele que tem a casca lisa e firme, brilhante e de cor amarelo-clara. Não deve ter furos provocados por insetos nem rachaduras ou machucados. A fruta está madura se, ao se pressionar o extremo oposto ao cabo, ele cede à


Flor do maracujá

pressão dos dedos, mas sem que se rompa a casca. A casca muito enrugada e a cor amarelo-escura indicam que o maracujá já está bem maduro; neste caso, em geral, ele tem mais polpa do que quando sua casca ainda está lisa.

Como a casca do maracujá é grossa, a polpa fica bem protegida, podendo conservar-se durante vários dias na geladeira ou fora dela, desde que o ambiente seja fresco e seco. Quando a fruta está amadurecendo ou já está madura, convém guardar na gaveta da geladeira, longe do congelador. O suco pode ser guardado por várias dias se engarrafado em recipiente de vidro bem fechado. Não coloque em vasilhame de plástico ou de outro material que não seja vidro, pois eles alteram o sabor do maracujá.

Para consumir o maracujá ao natural, basta cortar ao meio e retirar a polpa com uma colher. Depois, acrescenta-se açúcar e come-se sem mastigar as sementes. Para fazer suco, bata a polpa com um garfo, de forma que as sementes se separem da substância translúcida. Depois, passe por uma peneira. Outra forma de obter o suco é bater a polpa no liquidificador, ligando e desligando o aparelho várias vezes para que as sementes não sejam trituradas. Depois, passe por uma peneira e acrescente água e açúcar.

O suco do maracujá oferece ao organismo que o ingere, entre outras coisas, boa quantidade de vitaminas, especialmente A e C, além de sais minerais, como cálcio, ferro e fósforo, e fibras. Cada 100 ml de suco contém, em média, 53 cal, variando conforme a espécie utilizada.

Existem muitas espécies de maracujá, que variam de tamanho e cor. Entre as mais conhecidas encontram-se:

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b06-blanco.gif (938 bytes) maracujá-guaçu e
b06-blanco.gif (938 bytes) maracujá-comprido

DADOS NUTRICIONAIS DO MARACUJÁ


Valores típicos em 100 g de suco


O uso medicinal do maracujá, talvez uma das plantas medicinais mais conhecidas do Brasil, baseia-se nas propriedades calmantes da passiflorina (ou maracujina), um sedativo natural encontrado nos frutos e folhas. A Farmacopéia Brasileira inclui o maracujá em suas monografias, indicando as folhas como parte usada. Várias são as especialidades do comércio farmacêutico brasileiro que apresentam o extrato de passiflora como um dos componentes em suas fórmulas. Além disso, uso de infusos (chás) é amplamente difundido por suas propriedades depurativas, sedativas e antiinflamatórias. Suas sementes também atuam como vermífugos.

Recentemente, a farinha de maracujá foi desenvolvida a partir de uma pesquisa com a casca do maracujá, feita pela Faculdade de Nutrição da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Desde então ficou provado seus efeitos benéficos na diminuição do nível de colesterol, no bom funcionamento do sistema gastro-intestinal e, até mesmo, no tratamento da diabetes.

LARANJA

Laranja
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Laranja, fruta originária da Ásia, especialmente da China e do arquipélago malaio, é o nome genérico dado a várias frutas que pertencem ao grupo dos citrus (dentro deste grupo estão também o limão, a lima, a cidra, o grapefruit, etc.). Quase todas as variedades de laranja têm forma arredondada, casca fibrosa e polpa suculenta. Entre as várias espécies de laranja, as híbridas (produto da mistura de duas ou mais espécies diferentes) são as de maior

tamanho, têm melhor sabor e maior quantidade de suco. Seus nutrientes diferem conforme a variedade da fruta. Porém, de forma geral, qualquer tipo de laranja contém quantidades apreciáveis de sais minerais, principalmente cálcio, potássio, sódio e fósforo.

A laranja é rica em vitaminas do complexo B, contém um pouco de vitamina A e é considerada a melhor fonte de

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vitamina C (duas laranjas por dia fornecem a quantidade de vitamina C de que o organismo precisa). Além disso, contém açúcares simples, que são facilmente assimilados pelo organismo. Da flor e da folha extraem-se óleos e essências usados na medicina caseira.

A vitamina C, o nutriente mais importante da laranja, se oxida e se perde com muita facilidade. Por isso, deve-se tomar alguns cuidados para evitar que isso aconteça:

b06-blanco.gif (938 bytes) evite consumir laranjas muito maduras. Elas devem estar no ponto certo de maturação.
b06-blanco.gif (938 bytes) a vitamina C começa a desaparecer quando a polpa entra em contato com o ar. Portanto, só descasque a laranja na hora em que for consumí-la. Da mesma maneira, não guarde o suco de laranja, mesmo que seja na geladeira. Se a fruta fizer parte da merenda das crianças, retire a casca, mas deixe a parte branca (que funciona como uma proteção).
b06-blanco.gif (938 bytes) para cortar a laranja, use somente faca de aço inoxidável. Outros metais oxidam a vitamina C.
b06-blanco.gif (938 bytes) o suco da laranja deve ser servido fresco e gelado. Aquecido, ele perde a vitamina C. Por isso, as receitas à base de laranja não podem ser consideradas fontes dessa vitamina.
b06-blanco.gif (938 bytes) quanto mais ácida for a laranja, maior é o seu conteúdo de vitamina C.

No Brasil, as variedades mais cultivadas e conhecidas de laranjas são:

b06-blanco.gif (938 bytes) laranja-da-baía - também conhecida como laranja-de-umbigo porque tem uma saliência na parte de baixo. Tem sabor adocicado, polpa muito suculenta e casca amarelo-gema. Dá bastante suco, podendo ser consumida ao natural, em refrescos ou como ingrediente de pratos especiais. Por ser pouco ácida, seu suco pode ser misturado ao de outras variedades (como laranja-pêra e laranja-barão) com bons resultados. É o tipo de laranja que contém a maior quantidade de vitamina C.
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laranja-da-terra - conhecida em algumas regiões como laranja-cavala e em outras como laranja-azeda ou laranja-bigarada, tem cor amarelo-forte com tons avermelhados, forma achatada e não é muito grande. De sabor ácido e polpa suculenta, pode ser consumida em forma de suco, masa melhor maneira de prepará-la é a compota, tipo de doce em que a casca também pode ser usada.
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laranja-lima - é a variedade menos ácida, sendo, por isso, muito recomendada para bebês. Tem casca fina de cor amarelo-clara, sabor suave e doce e polpa muito suculenta. É ótima para ser comida em gomos, mas não se presta a outros preparos culinários.
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laranja-seleta - quase do tamanho da laranja-da-baía, é bem suculenta, tem sabor adocicado, pouco ácido, e casca amarelo-clara. Excelente para ser consumida ao natural ou em sucos, não se presta para preparações culinárias.
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laranja-pêra - menor que as outras variedades, tem casca fina e lisa, cor amarelo-avermelhada e polpa suculenta. Tem sabor adocicado, e é especial para o preparo de sucos e geléias.
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laranja-barão - embora com formato parecido ao da laranja-pêra, é menor e tem cor mais clara. Sua casca é fina e lisa e a polpa muito suculenta, sendo recomendada para o preparo de sucos e pratos especiais.

Na hora da compra, dê preferência às laranjas mais pesadas, pois são as que têm maior quantidade de suco. Verifique se a cor está de acordo com a variedade, porque mudanças na coloração indicam má qualidade da fruta. Alguns tipos de laranja têm a casca lisa, e outras, porosa. Nas primeiras, quanto mais fina for a casca, mais suculenta é a fruta. Nas variedades de casca amarelo-forte, manchas marrons são indício de que a fruta está bem doce e suculenta. A laranja-seleta deve ter um pedacinho do galho, sinal de que foi colhida corretamente. Em geral, a fruta boa para o consumo deve ser firme, sem ceder à pressão dos dedos. Também é possível comprar suco de laranja enlatado, concentrado ou congelado. A geléia ou a casca cristalizada ou em compota são outras formas de industrialização da laranja. As essências e a água de flor de laranjeira são encontradas em farmácias especializadas.

A laranja deve ser conservada em lugar fresco e arejado, de preferência fora da geladeira. O suco enlatado ou congelado precisa ser mantido no congelador. O suco pronto pode ser conservado na geladeira, mas ele perde toda a vitamina C.

b08-rosa1.gif (735 bytes) DICAS CULINÁRIAS

b06-blanco.gif (938 bytes) para tirar o amargor do doce de laranja-da-terra, junte 1 colher (sopa) de sal à calda na hora em que começar a ferver.
b06-blanco.gif (938 bytes) as carnes gordas de ave ou de porco ficam deliciosas quando combinadas com o sabor ácido da laranja. Pernil, presunto e pato podem ser assados em suco de laranja, para que fiquem mais macios e saborosos.
b06-blanco.gif (938 bytes) os coquetéis de champanha poder ser servidos com casca de laranja. Os de vermute ou uísque podem ser preparados com suco de laranja.
b06-blanco.gif (938 bytes) a casca de laranja seca ao sol ou no forno serve para aromatizer suflês e omeletes.
b06-blanco.gif (938 bytes) a casca de laranja fresca pode ser usada em pratos doces à base de leite, como arroz-doce, cremes e crepres.
b06-blanco.gif (938 bytes) para que a membrana branca da laranja saia com mais facilidade, deixe a fruta de molho em água fervente por 5 minutos ou leve-a ao forno moderado pelo mesmo tempo.
b06-blanco.gif (938 bytes) para adoçar a laranja azeda, descasque, corte em gomos e polvilhe cada um comuma pitada de sal. Esfregue em seguida.
b06-blanco.gif (938 bytes) para que o doce de laranja-da-terra fique mais gostoso, rale a fruta em lugar de descascar.
b06-blanco.gif (938 bytes) para a sobremesa, sirva gomos de laranja polvilhado com coco ralado.

b08-rosa1.gif (735 bytes) CURIOSIDADES

b06-blanco.gif (938 bytes) a infusão de folha de laranjeira é ótima para casos de enxaqueca e ajuda a baixar a febre.
b06-blanco.gif (938 bytes) a casca de laranja moída é um excelente remédio para eliminar os gases intstinais e combater a prisão de ventre.
b06-blanco.gif (938 bytes) para resolver o problema de insônia, pingue algumas gotas de água de flor de laranjeira no travesseiro.
b06-blanco.gif (938 bytes) a infusão de flor de laranjeira é um excelente calmante. Junte um punhado de flores a 1 litro de água fervente. Deixe descansar durante algumas horas, coe e beba.
b06-blanco.gif (938 bytes) as primeiras laranjeiras brasileiras foram plantadas no litoral do Estado de São Paulo.
b06-blanco.gif (938 bytes) a palavra laranja vem do persa narang, através do árabe naranya.
b06-blanco.gif (938 bytes) foram os portugueses que introduziram a laranja doce na Europa.
b06-blanco.gif (938 bytes) Colombo, na sua segunda viagem, introduziu os cítricos na América.
b06-blanco.gif (938 bytes) durante as travessias de Colombo foram descobertas as propriedades antiesco
rbúticas dos cítricos.